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Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 01

Daniel Alves Pena


Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 01

1 No ano terceiro do reinado de Yohyakím, rei de Yehudá, veio Nebukadh’nets’tsar, rei de Babilônia, a Yerushalaim, e a sitiou.
2 E o YE’CHUA יהרה entregou nas suas mãos a Yohyakím, rei de Yehudá, e uma parte dos utensílios da casa de Elohím, e ele os levou para a terra de Sinar, para a casa do seu eloha, e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu eloha[Eloháv].
3 E disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Ysrael, e da linhagem real e dos príncipes,
4 Jovens em quem não houvesse defeito algum, de boa aparência, e instruídos em toda a sabedoria, e doutos em ciência, e entendidos no conhecimento, e que tivessem habilidade para assistirem no palácio do rei, e que lhes ensinassem as letras e a língua dos caldeus.
5 E o rei lhes determinou a porção diária, das iguarias do rei, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, para que no fim destes pudessem estar diante do rei.
6 E entre eles se achavam, dos filhos de Yehudá, Daniyél, Rananyáhu, Mizaél e Azariyáhu;
7 E o chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniyél[Elohím é a minha Justiça] pôs o de Bel’tescha’ts’tsár[Amado de Baal], e a Rananyáhu[Elohím é Gracioso] o de Shadh’rák[Inspirado de Akul, eloha da Suméria], e a Mizaél[Quem é Semelhante a Elohím?] o de Meh’schák[Quem é semelhante a Akul?], e a Azariyáhu[Elohím é a minha Ajuda] o de Abédh’neghóh[Servo de Nego, eloha do fogo].
8 E Daniyél propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar.
9 Ora, Elohím fez com que Daniyél achasse graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos.
10 E disse o chefe dos eunucos a Daniyél: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; pois por que veria ele os vossos rostos mais tristes do que os dos outros jovens da vossa idade? Assim porias em perigo a minha cabeça para com o rei.
11 Então disse Daniyél ao despenseiro a quem o chefe dos eunucos havia constituído sobre Daniyél, Rananyáhu, Mizaél e Azariyáhu:
12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias, e que se nos dêem legumes a comer, e água a beber.
13 Então se examine diante de ti a nossa aparência, e a aparência dos jovens que comem a porção das iguarias do rei; e, conforme vires, procederás para com os teus servos.
14 E ele consentiu isto, e os experimentou dez dias.
15 E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos de carne do que todos os jovens que comiam das iguarias do rei.
16 Assim o despenseiro tirou-lhes a porção das iguarias, e o vinho de que deviam beber, e lhes dava legumes.
17 Quanto a estes quatro jovens, Elohím lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras, e sabedoria; mas a Daniyél deu entendimento em toda a visão e sonhos.
18 E ao fim dos dias, em que o rei tinha falado que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe diante de Nebukadh’nets’tsar.
19 E o rei falou com eles; e entre todos eles não foram achados outros tais como Daniyél, Rananyáhu, Mizaél e Azariyáhu; portanto ficaram assistindo diante do rei.
20 E em toda a matéria de sabedoria e de discernimento, sobre o que o rei lhes perguntou, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos astrólogos que havia em todo o seu reino.
21 E Daniyél permaneceu até ao primeiro ano de Ciro[Le’Karróh’Resch;De Ciro].
[Em Aramaico daqui até o final do cap. 7]
 

OBSERVAÇÃO: Pesquisas, adições, comentários e ajustes feitos por Daniel Alves Pena.

”Bem que assim me parece a mim, mas pode ser que outro tenha mais entendimento do que eu”.

Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 02

Daniel Alves Pena


Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 02

1 E no segundo ano do reinado de Nebukadh’nets’tsar, Nebukadh’nets’tsar teve sonhos; e o seu ruarh se perturbou, e passou-se-lhe o sono.
2 Então o rei mandou chamar os magos, os astrólogos, os encantadores e os caldeus, para que declarassem ao rei os seus sonhos; e eles vieram e se apresentaram diante do rei.
3 E o rei lhes disse: Tive um sonho; e para saber o sonho está perturbado o meu ruarh.
4 E os caldeus disseram ao rei em aramáico: Ó rei, vive eternamente! Dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação.
5 Respondeu o rei, e disse aos caldeus: O assunto me tem escapado; se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas um monturo;
6 Mas se vós me declarardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim dádivas, recompensas e grande honra; portanto declarai-me o sonho e a sua interpretação.
7 Responderam segunda vez, e disseram: Diga o rei o sonho a seus servos, e daremos a sua interpretação.
8 Respondeu o rei, e disse: Percebo muito bem que vós quereis ganhar tempo; porque vedes que o assunto me tem escapado.
9 De modo que, se não me fizerdes saber o sonho, uma só sentença será a vossa; pois vós preparastes palavras mentirosas e perversas para as proferirdes na minha presença, até que se mude o tempo; portanto dizei-me o sonho, para que eu entenda que me podeis dar a sua interpretação.
10 Responderam os caldeus na presença do rei, e disseram: Não há ninguém sobre a terra que possa declarar a palavra ao rei; pois nenhum rei há, grande ou dominador, que requeira coisas semelhantes de algum mago, ou astrólogo, ou caldeu.
11 Porque o assunto que o rei requer é difícil; e ninguém há que o possa declarar diante do rei, senão os elohais, cuja morada não é com a carne.
12 Por isso o rei muito se irou e enfureceu; e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilônia.
13 E saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniyél e aos seus companheiros, para que fossem mortos.
14 Então Daniyél falou avisada e prudentemente a Arioque, capitão da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios de Babilônia.
15 Respondeu, e disse a Arioque, capitão do rei: Por que se apressa tanto o decreto da parte do rei? Então Arioque explicou o caso a Daniyél.
16 E Daniyél entrou; e pediu ao rei que lhe desse tempo, para que lhe pudesse dar a interpretação.
17 Então Daniyél foi para a sua casa, e fez saber o caso a Rananyáhu, Mizaél e Azariyáhu, seus companheiros;
18 Para que pedissem misericórdia ao Elohím do céu[Le’ Eláh Schemai’Yáh], sobre este mistério, a fim de que Daniyél e seus companheiros não perecessem, juntamente com o restante dos sábios de Babilônia.
19 Então foi revelado o mistério a Daniyél numa visão de noite; então Daniyél louvou o Elohím do céu.
20 Falou Daniyél, dizendo: Seja bendito o nome de Elohím de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força;
21 E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos.
22 Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.
23 Ó Elohím de meus pais, eu te dou graças e te louvo, porque me deste sabedoria e força; e agora me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei.
24 Por isso Daniyél foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios de Babilônia; entrou, e disse-lhe assim: Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do rei, e declararei ao rei a interpretação.
25 Então Arioque depressa introduziu a Daniyél na presença do rei, e disse-lhe assim: Achei um homem dentre os cativos de Yehudá, o qual fará saber ao rei a interpretação.
26 Respondeu o rei, e disse a Daniyél (cujo nome era Bel’tescha’ts’tsár): Podes tu fazer-me saber o sonho que tive e a sua interpretação?
27 Respondeu Daniyél na presença do rei, dizendo: O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem declarar ao rei;
28 Mas há um Elohím no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nebukadh’nets’tsar o que há de acontecer nos últimos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça que tiveste na tua cama são estes:
29 Estando tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos, acerca do que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela os mistérios te fez saber o que há de ser.
30 E a mim me foi revelado esse mistério, não porque haja em mim mais sabedoria que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses os pensamentos do teu coração.
31 Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta estátua, que era imensa, cujo esplendor era excelente, e estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível.
32 A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços de prata; o seu ventre e as suas coxas de cobre;
33 As pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro.
34 Estavas vendo isto, quando uma pedra[Éven] foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.
35 Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra.
36 Este é o sonho; também a sua interpretação diremos na presença do rei.
37 Tu, ó rei, és rei de reis; a quem o Elohím do céu tem dado o reino, o poder, a força, e a glória.
38 E onde quer que habitem os filhos de homens, na tua mão entregou os animais do campo, e as aves do céu, e fez que reinasse sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro.
39 E depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual dominará sobre toda a terra.
40 E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro, esmiúça e quebra tudo; como o ferro que quebra todas as coisas, assim ele esmiuçará e fará em pedaços.
41 E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois viste o ferro misturado com barro de lodo.
42 E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil.
43 Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.
44 Mas, nos dias desses reis, o Elohím do céu levantará um reino[Malkarrú] que não será jamais destruído; e este reino[U’Malkarrutháh] não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre,
45 Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o Grande Elohím[Eláh Rav] fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.
46 Então o rei Nebukadh’nets’tsar caiu sobre a sua face, e adorou a Daniyél, e ordenou que lhe oferecessem uma oblação e perfumes suaves.
47 Respondeu o rei a Daniyél, e disse: Certamente o vosso Elohím[Elaha’karróhn] é Elohím dos elohais[Eláh’elahín], e o Senhor dos reis e Revelador de mistérios, pois pudeste revelar este mistério.
48 Então o rei engrandeceu a Daniyél, e lhe deu muitas e grandes dádivas, e o pôs por governador de toda a província de Babilônia, como também o fez chefe dos governadores sobre todos os sábios de Babilônia.
49 E pediu Daniyél ao rei, e constituiu ele sobre os negócios da província de Babilônia a Shadh’rák, Meh’schák e Abédh’neghóh; mas Daniyél permaneceu na porta do rei.
 


OBSERVAÇÃO: Pesquisas, adições, comentários e ajustes feitos por Daniel Alves Pena.

”Bem que assim me parece a mim, mas pode ser que outro tenha mais entendimento do que eu”.

Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 03

Daniel Alves Pena


Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 03

1 O rei Nebukadh’nets’tsar fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia.
2 Então o rei Nebukadh’nets’tsar mandou reunir os príncipes, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os tesoureiros, os shofets, os capitães, e todos os oficiais das províncias, para que viessem à consagração da estátua que o rei Nebukadh’nets’tsar tinha levantado.
3 Então se reuniram os príncipes, os prefeitos e governadores, os capitães, os shofets, os tesoureiros, os conselheiros, e todos os oficiais das províncias, à consagração da estátua que o rei Nebukadh’nets’tsar tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que Nebukadh’nets’tsar tinha levantado.
4 E o arauto[Ve’karrarohzá] apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e línguas:
5 Quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, prostrar-vos-eis, e adorareis a estátua de ouro que o rei Nebukadh’nets’tsar tem levantado.
6 E qualquer que não se prostrar e não a adorar, será na mesma hora lançado dentro da fornalha de fogo ardente.
7 Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério e de toda a espécie de música, prostraram-se todos os povos, nações e línguas, e adoraram a estátua de ouro que o rei Nebukadh’nets’tsar tinha levantado.
8 Por isso, no mesmo instante chegaram perto alguns caldeus[Guvrín Kasda’ín], e dilaceraram com suas acusações os yehudis.
9 E responderam, dizendo ao rei Nebukadh’nets’tsar: Ó rei, vive eternamente!
10 Tu, ó rei, fizeste um decreto, pelo qual todo homem que ouvisse o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, e da gaita de foles, e de toda a espécie de música, se prostrasse e adorasse a estátua de ouro;
11 E, qualquer que não se prostrasse e adorasse, seria lançado dentro da fornalha de fogo ardente.
12 Há uns homens yehudis[Guvrín Yehudha’yím], os quais constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Shadh’rák, Meh’schák e Abédh’neghóh; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti; a teus elohais[Le´laháik] não servem, nem adoram a estátua de ouro que levantaste.
13 Então Nebukadh’nets’tsar, com ira e furor, mandou trazer a Shadh’rák, Meh’schák e Abédh’neghóh. E trouxeram a estes homens perante o rei.
14 Falou Nebukadh’nets’tsar, e lhes disse: É de propósito, ó Shadh’rák, Meh’schák e Abédh’neghóh, que vós não servis a meus elohais[Le’lahái] nem adorais a estátua de ouro que levantei?
15 Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se não a adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro da fornalha de fogo ardente. E quem é o eloha[Eláh] que vos poderá livrar das minhas mãos?
16 Responderam Shadh’rák, Meh’schák e Abédh’neghóh, e disseram ao rei Nebukadh’nets’tsar: Não necessitamos de te responder sobre este negócio.
17 Eis que o nosso Elohím[Elahána], a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei.
18 E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus elohais nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.
19 Então Nebukadh’nets’tsar se encheu de furor, e mudou-se o aspecto do seu semblante contra Shadh’rák, Meh’schák e Abédh’neghóh; falou, e ordenou que a fornalha se aquecesse sete vezes mais do que se costumava aquecer.
20 E ordenou aos homens mais poderosos, que estavam no seu exército, que atassem a Shadh’rák, Meh’schák e Abédh’neghóh, para lançá-los na fornalha de fogo ardente.
21 Então estes homens foram atados, vestidos com as suas capas, suas túnicas, e seus chapéus, e demais roupas, e foram lançados dentro da fornalha de fogo ardente.
22 E, porque a palavra do rei era urgente, e a fornalha estava sobremaneira quente, a chama do fogo matou aqueles homens que carregaram a Shadh’rák, Meh’schák, e Abédh’neghóh.
23 E estes três homens, Shadh’rák, Meh’schák e Abédh’neghóh, caíram atados dentro da fornalha de fogo ardente.
24 Então o rei Nebukadh’nets’tsar se espantou, e se levantou depressa; falou, dizendo aos seus conselheiros: Não lançamos nós, dentro do fogo, três homens atados? Responderam e disseram ao rei: É verdade, ó rei.
25 Respondeu, dizendo: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos elohais[Daméh levar’elahín].
26 Então chegando-se Nebukadh’nets’tsar à porta da fornalha de fogo ardente, falou, dizendo: Shadh’rák, Meh’schák e Abédh’neghóh, servos do Elohím Altíssimo[Elahá’Yllai’á], saí e vinde! Então Shadh’rák, Meh’schák e Abédh’neghóh saíram do meio do fogo.
27 E reuniram-se os príncipes, os capitães, os governadores e os conselheiros do rei e, contemplando estes homens, viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles.
28 Falou Nebukadh’nets’tsar, dizendo: Bendito seja o Eloha de Shadh’rák, Meh’schák e Abédh’neghóh, que enviou o seu melarrím, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois violaram a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro Eloha, senão o seu Elohím[Le’lahahóhn].
29 Por mim, pois, é feito um decreto, pelo qual todo o povo, e nação e língua que disser blasfêmia contra o Elohím de Shadh’rák, Meh’schák e Abédh’neghóh, seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas um monturo; porquanto não há outro Elohím que possa livrar como este.
30 Então o rei fez prosperar a Shadh’rák, Meh’schák e Abédh’neghóh, na província de Babilônia.

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”Bem que assim me parece a mim, mas pode ser que outro tenha mais entendimento do que eu”.

Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 04

Daniel Alves Pena


Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 04

1 Nebukadh’nets’tsar rei, a todos os povos, nações e línguas, que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada.
2 Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Elohím, o Altíssimo, tem feito para comigo.
3 Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino sempiterno, e o seu domínio de geração em geração.
4 Eu, Nebukadh’nets’tsar, estava sossegado em minha casa, e próspero no meu palácio.
5 Tive um sonho, que me espantou; e estando eu na minha cama, as imaginações e as visões da minha cabeça me turbaram.
6 Por isso expedi um decreto, para que fossem introduzidos à minha presença todos os sábios de Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho.
7 Então entraram os magos, os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores, e eu contei o sonho diante deles; mas não me fizeram saber a sua interpretação.
8 Mas por fim entrou na minha presença Daniyél, cujo nome é Bel’tescha’ts’tsár, segundo o nome do meu eloha, e no qual há o ruarh dos elohais santos; e eu lhe contei o sonho, dizendo:
9 Bel’tescha’ts’tsár, mestre dos magos, pois eu sei que há em ti o ruarh dos elohais santos, e nenhum mistério te é difícil, dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação.
10 Eis, pois, as visões da minha cabeça, estando eu na minha cama: Eu estava assim olhando, e vi uma árvore no meio da terra, cuja altura era grande;
11 Crescia esta árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até ao céu; e era vista até aos confins da terra.
12 A sua folhagem era formosa, e o seu fruto abundante, e havia nela sustento para todos; debaixo dela os animais do campo achavam sombra, e as aves do céu faziam morada nos seus ramos, e toda a carne se mantinha dela.
13 Estava vendo isso nas visões da minha cabeça, estando eu na minha cama; e eis que um vigilante[Ir], um santo, descia do céu,
14 Clamando com energia vital, e dizendo assim: Derrubai a árvore, e cortai-lhe os ramos, sacudi as suas folhas, espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela, e as aves dos seus ramos.
15 Mas deixai na terra o tronco com as suas raízes, atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com os animais na erva da terra;
16 Seja mudado o seu coração, para que não seja mais coração de homem, e lhe seja dado coração de animal; e passem sobre ele sete tempos.
17 Esta sentença é por decreto dos vigilantes[Irín], e esta ordem por mandado dos santos, a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo está governando[Schallít] sobre o reino da humanidade[Anowschá], e o dá a quem quer, e até ao de mais humilde condição da humanidade[Uschefál’anaschím] constitui sobre ele.
18 Este sonho eu, rei Nebukadh’nets’tsar vi. Tu, pois, Bel’tescha’ts’tsár, dize a interpretação, porque todos os sábios do meu reino não puderam fazer-me saber a sua interpretação, mas tu podes; pois há em ti o ruarh dos elohais[Ruahr’elahín] santos[.
19 Então Daniyél, cujo nome era Bel’tescha’ts’tsár, esteve atônito por uma hora, e os seus pensamentos o turbavam; falou, pois, o rei, dizendo: Bel’tescha’ts’tsár, não te espante o sonho, nem a sua interpretação. Respondeu Bel’tescha’ts’tsár, dizendo: Senhor meu[Mari’ý], seja o sonho contra os que te têm ódio, e a sua interpretação aos teus inimigos.
20 A árvore que viste, que cresceu, e se fez forte, cuja altura chegava até ao céu, e que foi vista por toda a terra;
21 Cujas folhas eram formosas, e o seu fruto abundante, e em que para todos havia sustento, debaixo da qual moravam os animais do campo, e em cujos ramos habitavam as aves do céu;
22 És tu, ó rei, que cresceste, e te fizeste forte; a tua grandeza cresceu, e chegou até ao céu, e o teu domínio até à extremidade da terra.
23 E quanto ao que viu o rei, um vigilante, um santo, que descia do céu, e dizia: Cortai a árvore, e destruí-a, mas o tronco com as suas raízes deixai na terra, e atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos;
24 Esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Altíssimo, que virá sobre o rei, meu senhor:
25 Serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti; até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.
26 E quanto ao que foi falado, que deixassem o tronco com as raízes da árvore, o teu reino voltará para ti, depois que tiveres conhecido que o céu reina.
27 Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniquidades, usando de misericórdia com os pobres, pois, talvez se prolongue a tua tranquilidade.
28 Todas estas coisas vieram sobre o rei Nebukadh’nets’tsar.
29 Ao fim de doze meses, quando passeava no palácio real de Babilônia,
30 Falou o rei, dizendo: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?
31 Ainda estava a palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nebukadh’nets’tsar: Passou de ti o reino.
32 E serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.
33 Na mesma hora se cumpriu a palavra sobre Nebukadh’nets’tsar, e foi tirado dentre os homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceu pêlo, como as penas da águia, e as suas unhas como as das aves.
34 Mas ao fim daqueles dias eu, Nebukadh’nets’tsar, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração.
35 E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade no seu desejo [Ukarremits’beyéh] ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?
36 No mesmo tempo tornou a mim o meu entendimento, e para a dignidade do meu reino tornou-me a vir a minha majestade e o meu resplendor; e buscaram-me os meus conselheiros e os meus senhores; e fui restabelecido no meu reino, e a minha glória foi aumentada.
37 Agora, pois, eu, Nebukadh’nets’tsar, louvo, exalço e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos juízo[Din], e pode humilhar aos que andam na soberba.
 


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”Bem que assim me parece a mim, mas pode ser que outro tenha mais entendimento do que eu”.

Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 05

Daniel Alves Pena


Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 05

1 O rei Bel’scha’ts’tsár deu um grande banquete[Lerrém rav] a mil dos seus senhores, e bebeu vinho na presença dos mil.
2 Havendo Bel’scha’ts’tsár provado o vinho, mandou trazer os vasos de ouro e de prata, que Nebukadh’nets’tsar, seu pai, tinha tirado do templo[Heh’karrelá] que estava em Yerushalaim, para que bebessem neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas.
3 Então trouxeram os vasos de ouro, que foram tirados do templo da casa de Elohím[Elahá], que estava em Yerushalaim, e beberam neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas.
4 Beberam o vinho, e deram louvores aos elohais de[Le’lahéh] ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira, e de pedra.
5 Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo.
6 Mudou-se então o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro.
7 E gritou o rei com força, que se introduzissem os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores; e falou o rei, dizendo aos sábios de Babilônia: Qualquer que ler este escrito, e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço e, no reino, será o terceiro governante.
8 Então entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler o escrito, nem fazer saber ao rei a sua interpretação.
9 Então o rei Bel’scha’ts’tsár perturbou-se muito, e mudou-se-lhe o semblante; e os seus senhores estavam sobressaltados.
10 A rainha, por causa das palavras do rei e dos seus senhores, entrou na casa do banquete, e respondeu, dizendo: Ó rei, vive para sempre! Não te perturbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante.
11 Há no teu reino um homem, no qual há o ruarh dos elohais santos; e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos elohais; e teu pai, o rei Nebukadh’nets’tsar, sim, teu pai, o rei, o constituiu mestre dos magos, dos astrólogos, dos caldeus e dos adivinhadores;
12 Porquanto se achou neste Daniyél um ruarh excelente, e conhecimento, e entendimento, interpretando sonhos e explicando enigmas, e resolvendo dúvidas, ao qual o rei pôs o nome de Bel’tescha’ts’tsár. Chame-se, pois, agora Daniyél, e ele dará a interpretação.
13 Então Daniyél foi introduzido à presença do rei. Falou o rei, dizendo a Daniyél: És tu aquele Daniyél, um dos filhos dos cativos de Yehudá, que o rei, meu pai, trouxe de Yehudá?
14 Tenho ouvido dizer a teu respeito que o ruarh dos elohais está em ti, e que em ti se acham a luz, e o entendimento e a excelente sabedoria.
15 Agora mesmo foram introduzidos à minha presença os sábios e os astrólogos, para lerem este escrito, e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras.
16 Eu, porém, tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretação e resolver dúvidas. Agora, se puderes ler este escrito, e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, e terás cadeia de ouro ao pescoço e no reino serás o terceiro governante.
17 Então respondeu Daniyél, e disse na presença do rei: As tuas dádivas fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outro; contudo lerei ao rei o escrito, e far-lhe-ei saber a interpretação.
18 Ó rei! O Elohím Altíssimo[Elahá Yllai’á], deu a Nebukadh’nets’tsar, teu pai, o reino, e a grandeza, e a glória, e a majestade.
19 E por causa da grandeza, que lhe deu, todos os povos, nações e línguas tremiam e temiam diante dele; a quem queria matava, e a quem queria conservava em vida; e a quem queria engrandecia, e a quem queria abatia.
20 Mas quando o seu coração se exaltou, e o seu ruarh se endureceu em soberba, foi derrubado do seu trono real, e passou dele a sua glória.
21 E foi tirado dentre os filhos dos homens[Benéh’anaschá], e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer a erva como os bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Elohím, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens, e a quem quer constitui sobre ele.
22 E tu, Bel’scha’ts’tsár, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que soubeste tudo isto.
23 E te levantaste contra o Senhor do céu[Mare’schemaiyá], pois foram trazidos à tua presença os vasos da casa dele, e tu, os teus senhores, as tuas mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos elohais[Vele’lahá] de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Elohím, em cuja mão está a teu fôlego[Nischmethák], e de quem são todos os teus caminhos, a ele não glorificaste.
24 Então dele foi enviada aquela parte da mão, que escreveu este escrito.
25 Este, pois, é o escrito que se escreveu: MENÉ’ MENÉ’ TEQUEL UFARSIM[Pl. dePERES].
26 Esta é a interpretação da palavra: MENÉ: Elohím Enumerou’ os dias do teu reino, e o encerrou.
27 TEQUEL: ‘Pesado foste’ na balança, e foste achado em falta.
28 PERES: ‘Dividido foi o teu reino’, e dado aos medos e aos persas.
29 Então mandou Bel’scha’ts’tsár que vestissem a Daniyél de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro no governo do seu reino.
30 Naquela noite foi morto Bel’scha’ts’tsár, rei dos caldeus.
31 E Dario, o medo, ocupou o reino, sendo da idade de sessenta e dois anos.
 


OBSERVAÇÃO: Pesquisas, adições, comentários e ajustes feitos por Daniel Alves Pena.

”Bem que assim me parece a mim, mas pode ser que outro tenha mais entendimento do que eu”.

Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 06

Daniel Alves Pena


Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 06

1 E pareceu bem a Dario constituir sobre o reino cento e vinte príncipes, que estivessem sobre todo o reino;
2 E sobre eles três presidentes, dos quais Daniyél era um, aos quais estes príncipes dessem conta, para que o rei não sofresse dano.
3 Então o mesmo Daniyél sobrepujou a estes presidentes e príncipes; porque nele havia um ruarh excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino.
4 Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniyél a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa.
5 Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniyél, se não a acharmos contra ele na lei do seu Elohím.
6 Então estes presidentes e príncipes foram juntos ao rei, e disseram-lhe assim: Ó rei Dario, vive para sempre!
7 Todos os presidentes do reino, os capitães e príncipes, conselheiros e governadores, concordaram em promulgar um edito real e confirmar a proibição que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer Elohím, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.
8 Agora, pois, ó rei, confirma a proibição, e assina o edito, para que não seja mudado, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.
9 Por esta razão o rei Dario assinou o edito e a proibição.
10 Daniyél, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Yerushalaim), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Elohím, como também antes costumava fazer.
11 Então aqueles homens foram juntos, e acharam a Daniyél orando e suplicando diante do seu Elohím.
12 Então se apresentaram ao rei e, a respeito do edito real, disseram-lhe: Porventura não assinaste o edito, pelo qual todo o homem que fizesse uma petição a qualquer Elohím, ou a qualquer homem, por espaço de trinta dias, e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei, dizendo: Esta palavra é certa, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.
13 Então responderam ao rei, dizendo-lhe: Daniyél, que é dos filhos dos cativos de Yehudá, não tem feito caso de ti, ó rei, nem do edito que assinaste, antes três vezes por dia faz a sua oração.
14 Ouvindo então o rei essas palavras, ficou muito penalizado, e a favor de Daniyél propôs dentro do seu coração livrá-lo; e até ao pôr do sol trabalhou para salvá-lo.
15 Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram-lhe: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou decreto, que o rei estabeleça, se pode mudar.
16 Então o rei ordenou que trouxessem a Daniyél, e lançaram-no na cova dos leões. E, falando o rei, disse a Daniyél: O teu Elohím, a quem tu continuamente serves, ele te livrará.
17 E foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus senhores, para que não se mudasse a sentença acerca de Daniyél.
18 Então o rei se dirigiu para o seu palácio, e passou a noite em jejum, e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono.
19 Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei, e foi com pressa à cova dos leões.
20 E, chegando-se à cova, chamou por Daniyél com voz triste; e disse o rei a Daniyél: Daniyél, servo do Elohím vivo, dar-se-ia o caso que o teu Elohím, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?
21 Então Daniyél falou ao rei: Ó rei, vive para sempre!
22 O meu Elohím enviou o seu melarrím, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum.
23 Então o rei muito se alegrou em si mesmo, e mandou tirar a Daniyél da cova. Assim foi tirado Daniyél da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Elohím.
24 E ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniyél, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova quando os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos.
25 Então o rei Dario escreveu a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra: A paz vos seja multiplicada.
26 Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Elohím de Daniyél; porque ele é o Elohím vivo e que permanece para sempre, e o seu reino não se pode destruir, e o seu domínio durará até o fim.
27 Ele salva, livra, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele salvou e livrou Daniyél do poder dos leões.
28 Este Daniyél, pois, prosperou no reinado de Dario, e no reinado de Ciro, o persa.
 


OBSERVAÇÃO: Pesquisas, adições, comentários e ajustes feitos por Daniel Alves Pena.

”Bem que assim me parece a mim, mas pode ser que outro tenha mais entendimento do que eu”.

Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 07

Daniel Alves Pena


Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 07

1 No primeiro ano de Bel’scha’ts’tsár, rei de Babilônia, teve Daniyél um sonho e visões da sua cabeça quando estava na sua cama; escreveu logo o sonho, e relatou a suma das coisas.
2 Falou Daniyél, e disse: Eu estava olhando na minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar grande.
3 E quatro animais grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar.
4 O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em pé como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem.
5 Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne.
6 Depois disto, eu continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave nas suas costas; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio.
7 Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.
8 Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.
9 Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias[Ve’Attík Yohmín] se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a pura lã; e seu trono era de chamas de fogo, e as suas rodas de fogo ardente.
10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões assistiam[Yescham meschunné] diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.
11 Então estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que o chifre proferia; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito, e entregue para ser queimado pelo fogo;
12 E, quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia foi-lhes prolongada a vida até certo espaço de tempo.
13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem[Kevár’enásch]; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele.
14 E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.
15 Quanto a mim, Daniyél, o meu ruarh foi abatido dentro do corpo, e as visões da minha cabeça me perturbaram.
16 Cheguei-me a um dos que estavam perto, e pedi-lhe a verdade acerca de tudo isto. E ele me disse, e fez-me saber a interpretação das coisas.
17 Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra.
18 Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e o possuirão para todo o sempre, e de eternidade em eternidade.
19 Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava;
20 E também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça, e do outro que subiu, e diante do qual caíram três, isto é, daquele que tinha olhos, e uma boca que falava grandes coisas, e cujo parecer era mais robusto do que o dos seus companheiros.
21 Eu ollhava, e eis que este chifre fazia guerra contra os santos, e prevaleceu contra eles.
22 Até que veio o ancião de dias, e fez justiça aos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino.
23 Disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.
24 E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis.
25 E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar as festas e a Torah (lei); e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo.
26 Mas o juízo será estabelecido, e eles tirarão o seu domínio, para o destruir e para o desfazer até ao fim.
27 E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão.
28 Aqui terminou o assunto. Quanto a mim, Daniyél, os meus pensamentos muito me perturbaram, e mudou-se em mim o meu semblante; mas guardei o assunto no meu coração.
 


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Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 08

Daniel Alves Pena


Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 08

1 No ano terceiro do reinado do rei Bel’scha’ts’tsár apareceu-me uma visão, a mim, Daniyél, depois daquela que me apareceu no princípio.
2 E vi na visão; e sucedeu que, quando vi, eu estava na cidadela de Susã, na província de Elão; vi, pois, na visão, que eu estava junto ao rio Ulai.
3 E levantei os meus olhos, e vi, e eis que um carneiro estava diante do rio, o qual tinha dois chifres; e os dois chifres eram altos, mas um era mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último.
4 Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir; nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão; e ele fazia conforme o seu prazer[Krrir’tsonóh], e se engrandecia.
5 E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha um chifre insigne entre os olhos.
6 E dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, ao qual eu tinha visto em pé diante do rio, e correu contra ele no ímpeto da sua força.
7 E vi-o chegar perto do carneiro, enfurecido contra ele, e ferindo-o quebrou-lhe os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir, e o bode o lançou por terra, e o pisou aos pés; não houve quem pudesse livrar o carneiro da sua mão.
8 E o bode se engrandeceu sobremaneira; mas, estando na sua maior força, aquele grande chifre foi quebrado; e no seu lugar subiram outros quatro também insignes, para os quatro ventos do céu.
9 E de um deles saiu um chifre muito pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa.
10 E se engrandeceu até contra o exército do céu; e a alguns do exército, e das estrelas, lançou por terra, e os pisou.
11 E se engrandeceu até contra o príncipe do exército; e por ele foi tirado o sacrifício contínuo, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra.
12 E um exército foi dado contra o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e lançou a verdade por terra, e o fez, e prosperou.
13 Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora[Schomém], para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados?
14 E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.
15 E aconteceu que, havendo eu, Daniyél, tido a visão, procurei o significado, e eis que se apresentou diante de mim como que uma semelhança de homem.
16 E ouvi uma voz de homem entre as margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão.
17 E veio perto de onde eu estava; e, vindo ele, me amedrontei, e caí sobre o meu rosto; mas ele me disse: Entende, filho do homem, porque esta visão acontecerá no fim do tempo.
18 E, estando ele falando comigo, caí adormecido com o rosto em terra; ele, porém, me tocou, e me fez estar em pé.
19 E disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao tempo determinado[Lemoh’édh] do fim.
20 Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da Pérsia,
21 Mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei;
22 O ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, mas não com a força dele.
23 Mas, no fim do seu reinado, quando acabarem os prevaricadores, se levantará um rei, feroz de semblante, e será entendido em adivinhações.
24 E se fortalecerá o seu poder, mas não pela sua própria força; e destruirá maravilhosamente, e prosperará, e fará o que lhe aprouver; e destruirá os poderosos e o povo santo.
25 E pelo seu entendimento também fará prosperar o engano na sua mão; e no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem em segurança; e se levantará contra o Príncipe dos príncipes, mas sem mão será quebrado.
26 E a visão da tarde e da manhã que foi falada, é verdadeira. Tu, porém, cerra a visão, porque se refere a dias muito distantes.
27 E eu, Daniyél, enfraqueci, e estive enfermo alguns dias; então levantei-me e tratei do negócio do rei. E espantei-me acerca da visão, e não havia quem a entendesse.
 


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Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 09

Daniel Alves Pena


Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 09

1 No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus,
2 No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniyél, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o YE’CHUA יהרה ao navy Yirmeyáhu, em que haviam de cumprir-se as desolações de Yerushalaim, era de setenta anos.
3 E eu dirigi o meu rosto ao YE’CHUA  יהרה Elohím, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza.
4 E orei ao YE’CHUA יהרה meu Elohím, e confessei, e disse: Ah! YE’CHUA יהרה! Elohím grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos;
5 Pecamos, e cometemos iniqüidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;
6 E não demos ouvidos aos teus servos, os navys, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra.
7 A ti, ó YE’CHUA יהרה, pertence a justiça, mas a nós a confusão de rosto, como hoje se vê; aos homens de Yehudá, e aos moradores de Yerushalaim, e a todo o Ysrael, aos de perto e aos de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas rebeliões que cometeram contra ti.
8 Ó YE’CHUAיהרה , a nós pertence a confusão de rosto, aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, porque pecamos contra ti.
9 Ao YE’CHUAיהרה , nosso Elohím, pertencem a misericórdia, e o perdão; pois nos rebelamos contra ele,
10 E não obedecemos à voz do YE’CHUA יהרה , nosso Elohím, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os navys.
11 Sim, todo o Ysrael transgrediu a tua lei, desviando-se para não obedecer à tua voz; por isso a maldição e o juramento, que estão escritos na lei de Moshêh, servo de Elohím, se derramaram sobre nós; porque pecamos contra ele.
12 E ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós, e contra os nossos shofets que nos julgavam, trazendo sobre nós um grande mal; porquanto debaixo de todo o céu nunca se fez como se tem feito em Yerushalaim.
13 Como está escrito na lei de Moshêh, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não suplicamos à face do YE’CHUA יהרה nosso Elohím, para nos convertermos das nossas iniquidades, e para nos aplicarmos à tua verdade.
14 Por isso o YE’CHUA יהרה vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o YE’CHUA יהרה, nosso Elohím, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos à sua voz.
15 Agora, pois, ó YE’CHUA יהרה , nosso Elohím, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e ganhaste para ti nome, como hoje se vê; temos pecado, temos procedido impiamente.
16 Ó YE’CHUA יהרה, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Yerushalaim, do teu santo monte; porque por causa dos nossos pecados, e por causa das iniquidades de nossos pais, tornou-se Yerushalaim e o teu povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós.
17 Agora, pois, ó Elohím nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do YE’CHUA יהרה.
18 Inclina, ó ‘Elo(rr)hím meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias.
19 Ó YE’CHUA יהרה, ouve; ó YE’CHUA יהרה, perdoa; ó YE’CHUA יהרה, atende-nos e age sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Elohím meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.
20 Estando eu ainda falando e orando, e confessando o meu pecado, e o pecado do meu povo Ysrael, e lançando a minha súplica perante a face do YE’CHUA יהרה, meu Elohím, pelo monte santo do meu Elohím,
21 Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio, voando rapidamente, e tocou-me, à hora do sacrifício da tarde.
22 Ele me instruiu, e falou comigo, dizendo: Daniyél, agora saí para fazer-te entender o sentido.
23 No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão.
24 Setenta semanas[Schavu’ím schiv’ím] estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.
25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Yerushalaim, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
26 E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.
27 E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.
 


OBSERVAÇÃO: Pesquisas, adições, comentários e ajustes feitos por Daniel Alves Pena.

”Bem que assim me parece a mim, mas pode ser que outro tenha mais entendimento do que eu”.

Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 10

Daniel Alves Pena


Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 10

1 No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniyél, cujo nome era Bel’tescha’ts’tsár; a palavra era verdadeira e envolvia grande conflito; e ele entendeu esta palavra, e tinha entendimento da visão.
2 Naqueles dias eu, Daniyél, estive triste por três semanas.
3 Alimento desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com ungüento, até que se cumpriram as três semanas.
4 E no dia vinte e quatro do primeiro mês eu estava à borda do grande rio Hidequel;
5 E levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho, e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz;
6 E o seu corpo era como berilo, e o seu rosto parecia um relâmpago, e os seus olhos como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como a voz de uma multidão.
7 E só eu, Daniyél, tive aquela visão. Os homens que estavam comigo não a viram; contudo caiu sobre eles um grande temor, e fugiram, escondendo-se.
8 Fiquei, pois, eu só, a contemplar esta grande visão, e não ficou força em mim; transmudou-se o meu semblante em corrupção, e não tive força alguma.
9 Contudo ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí sobre o meu rosto num profundo sono, com o meu rosto em terra.
10 E eis que certa mão me tocou, e fez com que me movesse sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos.
11 E me disse: Daniyél, homem muito amado, entende as palavras que vou te dizer, e levanta-te sobre os teus pés, porque a ti sou enviado. E, falando ele comigo esta palavra, levantei-me tremendo.
12 Então me disse: Não temas, Daniyél, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Elohím, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras.
13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Mikarra’él[Quem é como Elohím?], um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia.
14 Agora vim, para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos derradeiros dias; porque a visão é ainda para muitos dias.
15 E, falando ele comigo estas palavras, abaixei o meu rosto para a terra, e emudeci.
16 E eis que alguém, semelhante aos filhos dos homens, tocou-me os lábios; então abri a minha boca, e falei, dizendo àquele que estava em pé diante de mim: YE’CHUA יהרה meu, por causa da visão sobrevieram-me
dores, e não me ficou força alguma.
17 Como, pois, pode o servo do meu senhor falar com o meu senhor? Porque, quanto a mim, desde agora não resta força em mim, e nem fôlego ficou em mim.
18 E aquele, que tinha aparência de um homem, tocou-me outra vez, e fortaleceu-me.
19 E disse: Não temas, homem muito amado, paz seja contigo; anima-te, sim, anima-te. E, falando ele comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu YE’CHUA יהרה, porque me fortaleceste.
20 E ele disse: Sabes por que eu vim a ti? Agora, pois, tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia.
21 Mas eu te declararei o que está registrado na escritura da verdade; e ninguém há que me anime contra aqueles, senão Mikarra’él, vosso príncipe.
 


OBSERVAÇÃO: Pesquisas, adições, comentários e ajustes feitos por Daniel Alves Pena.

”Bem que assim me parece a mim, mas pode ser que outro tenha mais entendimento do que eu”.

Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 11

Daniel Alves Pena


Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 11

1 Eu, pois, no primeiro ano de Dario, o medo, levantei-me para animá-lo e fortalecê-lo.
2 E agora te declararei a verdade: Eis que ainda três reis estarão na Pérsia, e o quarto acumulará grandes riquezas, mais do que todos; e, tornando-se forte, por suas riquezas, suscitará a todos contra o reino da Grécia.
3 Depois se levantará um rei valente, que reinará com grande domínio, e fará o que lhe aprouver.
4 Mas, estando ele em pé, o seu reino será quebrado, e será repartido para os quatro ventos do céu; mas não para a sua posteridade, nem tampouco segundo o seu domínio com que reinou, porque o seu reino será arrancado, e passará a outros que não eles.
5 E será forte o rei do sul; mas um dos seus príncipes será mais forte do que ele, e reinará poderosamente; seu domínio será grande.
6 Mas, ao fim de alguns anos, eles se aliarão; e a filha do rei do sul virá ao rei do norte para fazer um tratado; mas ela não reterá a força do seu braço; nem ele persistirá, nem o seu braço, porque ela será entregue, e os que a tiverem trazido, e seu pai, e o que a fortalecia naqueles tempos.
7 Mas de um renovo das raízes dela um se levantará em seu lugar, e virá com o exército, e entrará na fortaleza do rei do norte, e operará contra eles, e prevalecerá.
8 Também os seus elohais com as suas imagens de fundição, com os seus objetos preciosos de prata e ouro, levará cativos para o Egito; e por alguns anos ele persistirá contra o rei do norte.
9 E entrará no reino o rei do sul, e tornará para a sua terra.
10 Mas seus filhos intervirão e reunirão uma multidão de grandes forças; e virá apressadamente e inundará, e passará adiante; e, voltando levará a guerra até a sua fortaleza.
11 Então o rei do sul se exasperará, e sairá, e pelejará contra ele, contra o rei do norte; este porá em campo grande multidão, e aquela multidão será entregue na sua mão.
12 A multidão será tirada e o seu coração se elevará; mas ainda que derrubará muitos milhares, contudo não prevalecerá.
13 Porque o rei do norte tornará, e porá em campo uma multidão maior do que a primeira, e ao fim dos tempos, isto é, de anos, virá à pressa com grande exército e com muitas riquezas.
14 E, naqueles tempos, muitos se levantarão contra o rei do sul; e os violentos dentre o teu povo se levantarão para cumprir a visão, mas eles cairão.
15 E o rei do norte virá, e levantará baluartes, e tomará a cidade forte; e os braços do sul não poderão resistir, nem o seu povo escolhido, pois não haverá força para resistir.
16 O que, pois, há de vir contra ele fará segundo a sua vontade, e ninguém poderá resistir diante dele; e estará na terra gloriosa, e por sua mão haverá destruição.
17 E dirigirá o seu rosto, para vir com a potência de todo o seu reino, e com ele os retos, assim ele fará; e lhe dará uma filha das mulheres, para corrompê-la; ela, porém, não subsistirá, nem será para ele.
18 Depois virará o seu rosto para as ilhas, e tomará muitas; mas um príncipe fará cessar o seu opróbrio contra ele, e ainda fará recair sobre ele o seu opróbrio.
19 Virará então o seu rosto para as fortalezas da sua própria terra, mas tropeçará, e cairá, e não será achado.
20 E em seu lugar se levantará quem fará passar um arrecadador pela glória do reino; mas em poucos dias será quebrantado, e isto sem ira e sem batalha.
21 Depois se levantará em seu lugar um homem vil, ao qual não tinham dado a dignidade real; mas ele virá caladamente, e tomará o reino com engano.
22 E com os braços de uma inundação serão varridos de diante dele; e serão quebrantados, como também o príncipe da aliança.
23 E, depois do concerto com ele, usará de engano; e subirá, e se tornará forte com pouca gente.
24 Virá também caladamente aos lugares mais férteis da província, e fará o que nunca fizeram seus pais, nem os pais de seus pais; repartirá entre eles a presa e os despojos, e os bens, e formará os seus projetos contra as fortalezas, mas por certo tempo.
25 E suscitará a sua força e a sua coragem contra o rei do sul com um grande exército; e o rei do sul se envolverá na guerra com um grande e mui poderoso exército; mas não subsistirá, porque maquinarão projetos contra ele.
26 E os que comerem os seus alimentos o destruirão; e o exército dele será arrasado, e cairão muitos mortos.
27 Também estes dois reis terão o coração atento para fazerem o mal, e a uma mesma mesa falarão a mentira; mas isso não prosperará, porque ainda verá o fim no tempo determinado.
28 Então tornará para a sua terra com muitos bens, e o seu coração será contra a santa aliança; e fará o que lhe aprouver, e tornará para a sua terra.
29 No tempo determinado tornará a vir em direção do sul; mas não será na última vez como foi na primeira.
30 Porque virão contra ele navios de Quitim, que lhe causarão tristeza; e voltará, e se indignará contra a santa aliança, e fará o que lhe aprouver; voltará e atenderá aos que tiverem abandonado a santa aliança.
31 E braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o sacrifício contínuo, estabelecendo abominação desoladora.
32 E aos violadores da aliança ele com lisonjas perverterá, mas o povo que conhece ao seu ‘Elo(rr)hím se tornará forte e fará proezas.
33 E os entendidos entre o povo ensinarão a muitos; todavia cairão pela espada, e pelo fogo, e pelo cativeiro, e pelo roubo, por muitos dias.
34 E, caindo eles, serão ajudados com pequeno socorro; mas muitos se ajuntarão a eles com lisonjas.
35 E alguns dos entendidos cairão, para serem provados, purificados, e embranquecidos, até ao fim do tempo, porque será ainda para o tempo determinado.
36 E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo Elohím; e contra o Elohím dos elohais falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito.
37 E não terá respeito ao Elohím de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a Elohím algum, porque sobre tudo se engrandecerá.
38 Mas em seu lugar honrará a um Elohím das forças; e a um Elohím a quem seus pais não conheceram honrará com ouro, e com prata, e com pedras preciosas, e com coisas agradáveis.
39 Com o auxílio de um Elohím estranho agirá contra as poderosas fortalezas; aos que o reconhecerem multiplicará a honra, e os fará reinar sobre muitos, e repartirá a terra por preço.
40 E, no fim do tempo, o rei do sul lutará com ele, e o rei do norte se levantará contra ele com carros, e com cavaleiros, e com muitos navios; e entrará nas suas terras e as inundará, e passará.
41 E entrará na terra gloriosa, e muitos países cairão, mas da sua mão escaparão estes: Edom e Moabe, e os chefes dos filhos de Amom.
42 E estenderá a sua mão contra os países, e a terra do Egito não escapará.
43 E apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata e de todas as coisas preciosas do Egito; e os líbios e os etíopes o seguirão.
44 Mas os rumores do oriente e do norte o espantarão; e sairá com grande furor, para destruir e extirpar a muitos.
45 E armará as tendas do seu palácio entre o mar grande e o monte santo e glorioso; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra.
 


OBSERVAÇÃO: Pesquisas, adições, comentários e ajustes feitos por Daniel Alves Pena.

”Bem que assim me parece a mim, mas pode ser que outro tenha mais entendimento do que eu”.

Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 12

Daniel Alves Pena


Daniyél [Meu Juiz É Elohím] דניאל – Daniel 12

1 E naquele tempo se levantará Mikarra’él, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro.
2 E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.
3 Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente.
4 E tu, Daniyél, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos os esquadrinharão, e o conhecimento se multiplicará.
5 Então eu, Daniyél, olhei, e eis que estavam em pé outros dois, um deste lado, à beira do rio, e o outro do outro lado, à beira do rio.
6 E ele disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio: Quando será o fim destas maravilhas?
7 E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, o qual levantou ao céu a sua mão direita e a sua mão esquerda, e jurou por aquele que vive eternamente que isso seria para um tempo, tempos e metade do tempo, e quando tiverem acabado de espalhar o poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas.
8 Eu, pois, ouvi, mas não entendi; por isso eu disse: YE’CHUA יהרה meu, qual será o fim destas coisas?
9 E ele disse: Vai, Daniyél, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim.
10 Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão.
11 E desde o tempo em que o contínuo [Tamid]for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias.
12 Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias.
13 Tu, porém, vai até ao fim; porque descansarás, e te levantarás na tua herança, no fim dos dias.
 


OBSERVAÇÃO: Pesquisas, adições, comentários e ajustes feitos por Daniel Alves Pena.

”Bem que assim me parece a mim, mas pode ser que outro tenha mais entendimento do que eu”.

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